Há de vir mais um Sol e ele brilhará sobre a majestosa face dos humildes. Porque só encontra a verdade quem procura a simplicidade. E viver da simplicidade é conspirar junto com o Universo
sábado, 14 de julho de 2012
CURA DO TEMPO, TEMPO DA CURA! (Por Edmar Junior)
Ahhh! O tempo! Não há nada mais perfeito. Tempo que cura , tempo que mata, tempo que vela, tempo que cala. Não há nada acima do tempo, pois tudo é por ele, tudo está nele, como o nada também. E se ousarmos qualquer coisa sobre nossas vidas, tão incerto como a resposta futura é a certeza dos efeitos do tempo sobre a mesma.
Enfim a cura. Ela veio silenciosa, e se instalou sob a sutileza do tempo, por que ele trás, ele vela, ele leva, ele mata.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
SONHO DISTANTE (Edmar Junior)
Irei ver
a luz cruzar a escuridão sobre os olhares incrédulos dos "robôs",
irei presenciar a vitória do bem, sobre a lógica perversa dos
"bonecos", pois a tempestade trás a água: Néctar da vida. Nos
espinhos vis surgem as flores.
Irei
agradecer a paciência de esperar o absurdo, pois dele surgirá a plenitude,
mesmo que esperar o nada seja ao menos meu aprendizado. Pois sou fruto de meus
erros e acertos e não seria o que sou, sem ambos.
UM ARTIGO AMIGO, UMA REVOLTA. (Por Edmar Junior)
UM ARTIGO AMIGO, UMA REVOLTA. (Por Edmar Junior)
Li um artigo de um companheiro há pouco e concordei com alguns aspectos, outros me revoltei. Muito me preocupa a miopia quando falamos das políticas públicas de estado.
Os governos têm avançado na estruturação e no fortalecimento de espaços para juventude e as demais populações, aumento esse que vem crescendo no cenário brasileiro há pelo menos seis anos.
Porém o que me intriga é a inabilidade desses governos em montar políticas intersetoriais que possam impactar realmente na vida da população. Não vejo no Brasil nenhuma política pública que tenha posto em prática uma reestruturação dos tecidos sociais com desenho e participação direta da população.
Sou secretário adjunto de uma pasta em um município e sei da dificuldade de se criar essas políticas intersetorias, mas não tenho a ousadia de dizer que tudo é perfeito aqui. Com alegria vejo uma nova preocupação do prefeito, seu vice-prefeito e alguns secretários em ajustar o caminho. Mas esse caminho é deveras complicado por tratar de vaidades, de luta de grupos de interesse e de sonhos individuais, o que infelizmente permeia a política brasileira.
Acredito que meu amigo escritor do artigo supracitado tenha milhões de ideias revolucionárias, como também tenho, pois asseamos e compartilhamos sonhos parecidos, afinal viemos do mesmo lugar, do mesmo DNA.
Todavia o que me preocupa é o discurso de que tudo está galopando no caminho certo, e não está. O termômetro de qualquer política de governo passa primeiro pelo índice de violência da população, e esse companheiro não foi amenizado em nenhum governo que observo.
Infelizmente o poder de polícia é um dos focos atuais da política brasileira, e encaro isso com tristeza. Nossa população precisa antes disso de políticas intersetoriais reais que sejam desenhadas por “experts” em convívio e trabalho com comunidades pobres. Não há mais como concorrer com o tráfico e o crime no sistema que instalamos. Uma dessas causas é nosso salário mínimo demasiado baixo e usual para profissões de baixo calado para nossa sociedade.
Temos de avançar em alternativas. Um exemplo de nossa miopia: Não existe qualquer política de qualificação profissional na periferia de Fortaleza para nossos jovens aprenderem a ser mergulhadores, nutricionista de animais marinhos, soldadores navais, entre outras profissões que serão demandadas pelo tão polêmico “Aquário de Fortaleza”. O que vejo são turbilhões de cursos de garçom, auxiliar de escritório, camareira, entre outros. Qual o problema afinal? Nossa comunidade pobre não pode aprender a ser um mergulhador do “Aquário”?
Temos sim, que apostar em governos reformadores porque eles melhorarão a situação do povo, temos sim que criticar até mesmo os que fazemos parte, porque sem essa crítica não avançaremos para políticas públicas de impacto real para sociedade.
Li um artigo de um companheiro há pouco e concordei com alguns aspectos, outros me revoltei. Muito me preocupa a miopia quando falamos das políticas públicas de estado.
Os governos têm avançado na estruturação e no fortalecimento de espaços para juventude e as demais populações, aumento esse que vem crescendo no cenário brasileiro há pelo menos seis anos.
Porém o que me intriga é a inabilidade desses governos em montar políticas intersetoriais que possam impactar realmente na vida da população. Não vejo no Brasil nenhuma política pública que tenha posto em prática uma reestruturação dos tecidos sociais com desenho e participação direta da população.
Sou secretário adjunto de uma pasta em um município e sei da dificuldade de se criar essas políticas intersetorias, mas não tenho a ousadia de dizer que tudo é perfeito aqui. Com alegria vejo uma nova preocupação do prefeito, seu vice-prefeito e alguns secretários em ajustar o caminho. Mas esse caminho é deveras complicado por tratar de vaidades, de luta de grupos de interesse e de sonhos individuais, o que infelizmente permeia a política brasileira.
Acredito que meu amigo escritor do artigo supracitado tenha milhões de ideias revolucionárias, como também tenho, pois asseamos e compartilhamos sonhos parecidos, afinal viemos do mesmo lugar, do mesmo DNA.
Todavia o que me preocupa é o discurso de que tudo está galopando no caminho certo, e não está. O termômetro de qualquer política de governo passa primeiro pelo índice de violência da população, e esse companheiro não foi amenizado em nenhum governo que observo.
Infelizmente o poder de polícia é um dos focos atuais da política brasileira, e encaro isso com tristeza. Nossa população precisa antes disso de políticas intersetoriais reais que sejam desenhadas por “experts” em convívio e trabalho com comunidades pobres. Não há mais como concorrer com o tráfico e o crime no sistema que instalamos. Uma dessas causas é nosso salário mínimo demasiado baixo e usual para profissões de baixo calado para nossa sociedade.
Temos de avançar em alternativas. Um exemplo de nossa miopia: Não existe qualquer política de qualificação profissional na periferia de Fortaleza para nossos jovens aprenderem a ser mergulhadores, nutricionista de animais marinhos, soldadores navais, entre outras profissões que serão demandadas pelo tão polêmico “Aquário de Fortaleza”. O que vejo são turbilhões de cursos de garçom, auxiliar de escritório, camareira, entre outros. Qual o problema afinal? Nossa comunidade pobre não pode aprender a ser um mergulhador do “Aquário”?
Temos sim, que apostar em governos reformadores porque eles melhorarão a situação do povo, temos sim que criticar até mesmo os que fazemos parte, porque sem essa crítica não avançaremos para políticas públicas de impacto real para sociedade.
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